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Aceite-se, mude e brilhe!

Aceite-se, mude e brilhe!

Dias atrás, um executivo desempregado acordou e, antes de sair da cama, refletiu:

– Será que não sou bom o suficiente para conseguir algum trabalho? Andei tanto, distribuí currículos, acionei contatos através de redes sociais, mas nada vingou. Será que meu currículo não estava bem formulado? Com certeza, devem existir currículos melhores do que o meu! Bom, vou dormir mais 5 minutos porque estou realmente muito cansado mas, pensando bem, dormir 5 minutos pode ser o tempo de levantar-me, arrumar-me e sair para procurar um novo trabalho. Vamos lá, hoje será diferente!

Ao tomar seu banho, aquele executivo pensou que merecia relaxar um pouco mais. Estendeu seu banho em 15 minutos, questionando-se o tempo todo o quanto deveria ter feito isso. No café, lamentou pelo presunto que tinha acabado e o pão que estava um pouco duro. Ao sair de casa, metrô lotado, novamente veio em sua mente o sentimento de revolta, crítica e questionamento sobre merecer passar por aquilo. A cada dia, os questionamentos só aumentavam:

– Mereço? Posso? Terei? Minha vida vai mudar? Sou bom o suficiente? Devo permitir-me acreditar que as coisas mudarão?

Esse é apenas um exemplo entre muitos. Ao olhar a fundo para a sociedade em que vivemos, encontraremos as respostas e muitas outras perguntas sobre o porquê é tão difícil nos aceitarmos.

A cada dia, novas literaturas surgem com a promessa da equipe perfeita, da família perfeita, do profissional extraordinário ou até das 10 dicas para o sucesso. Assistimos de camarote a ascensão de empresários, naquilo que fizeram para dar certo. Geralmente, não nos interessa as estórias dos que fracassaram. Sofremos por comparar nossas vidas, casamentos, equipes, empresas com uma visão perfeita e inatingível, propagada pelo céu de brigadeiro que existe em nossas mentes, mais do que na dura realidade.

Recentemente, conheci uma executiva que mudou sua maneira de se vestir para estar igual a todas as outras de seu departamento. Assim como um garoto do condomínio, que passou a torcer para outro time para agradar ao pai.

“Não tenho tempo suficiente”, “Não está bom o bastante” ou “Não estamos prontos”. O que de fato então leva milhões de pessoas a serem insatisfeitas e a buscarem freneticamente uma sensação de perfeição? Será que algum dia estaremos plenamente prontos e preparados? De fato essa perfeição existe? Ou tornamo-nos reféns de uma régua muito alta, inatingível e cruel? Seria o medo de ser uma pessoa comum, sem nenhuma contribuição ou atributo especial?

Nisso tudo, uma das certezas é que a coragem de encarar as suas vulnerabilidades, tomar atitudes de mudança comportamental e transformar aprendizados em ações, é um grande passo na mudança desse cenário.

Mas será que o preço de entrar em contato com isso tudo vale à pena?

Para responder a essa provocação, existem duas perguntas que não são fórmulas certas para o sucesso de todos, mas podem ser para o seu sucesso:

1) O que você ganha buscando uma perfeição inexistente, sofrendo pelas coisas que não tem, e lamentando-se pela sua vida de hoje?

2) O que você ganharia se assumisse que possui algumas imperfeições, assim como qualquer ser humano, e que pode brilhar simplesmente melhorando o que é necessário e potencializando o que já é bom?

Será mesmo que o mundo possui só coisas ruins?  Será que você não se faz de vítima olhando só para o lado ruim das coisas ao seu redor?

Aceite-se, mude e brilhe!

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