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Ao final, somos todos um Número!

Qual é o seu número?

Ok, vou melhorar a pergunta. Será que a empresa para a qual trabalha considera-lhe apenas um número?

Recentemente, em processo de desligamento em uma empresa de alimentos, uma amiga confidenciou-me a dor em deixar a empresa após 10 anos. Ela tomou a decisão de romper aquela aliança, e estava tentada ao novo, com inúmeras possibilidades, e principalmente o reconhecimento financeiro, que era um dos seus principais valores motivacionais naquela fase da vida. Por outro lado, tinha uma história ali, havia passado por muitas mudanças, como a do interior para a cidade grande, casamento, filhos, promoções, premiações e viagens por todo o Brasil. Não era fácil cortar esse laço emocional, o sentimento de gratidão. Partiria para o desconhecido, como uma aventura a desbravar.

Mas, afinal, será que essa breve história é algo incomum? Ou será que é mais comum do que imaginamos?

Todos os dias, milhares de Headhunters espalhados pelo Brasil conectam profissionais a vagas. Com isso, facilitam os processos de tomada de decisão, hora sendo para um salário melhor, uma empresa maior, um cargo maior, uma mudança de estado ou qualquer outra variável que motive o candidato. Isso acontece ao mesmo tempo em que milhões de pessoas desistem de mudar, pelo medo do desconhecido, insegurança, ou de não se sentirem merecedoras, capazes de brilhar. De onde vem isso?

Uma das maiores verdades é que não existe empresa perfeita, e que você deve estar ligado ao que acontece ao mercado. Vivemos na era das conexões, e estar desconectado é estar muitos passos atrás de qualquer outro profissional. Muitas pessoas, em plena zona de conforto, mergulham em suas realidades e se esquecem de que existe vida lá fora. E por estarem mergulhados em suas empresas, passam a ter somente a referência interna de seus líderes, de sua empresa, de seu mercado. Em muitos casos, para piorar a situação, esses líderes não sabem, não estão preparados ou não desejam que o liderado tenha consciência do real valor que tem. Esses líderes sentem-se donos da verdade, são agentes do feedback destrutivo para criar algemas emocionais, a fim de que o liderado pense que é um privilegiado por trabalhar na empresa, e que o mercado jamais o daria a grande e espetacular oportunidade fora dali.

Se você acredita que esteja falando de líderes que você conhece bem, tipo o “Seu”, pare por um segundo e imagine que estou falando de um líder de um outro país, tipo Rússia, caso seu líder pegue você lendo esse artigo.

Isso está muito mais perto do que você imagina e, voltando ao caso de minha amiga, não foi diferente. Certa vez, ela ouviu de um par:

– Não deixe fulana saber o quanto ela vale, pois pode pedir aumento.

E, no momento de pedir demissão, observe a postura do líder:

– Você não vai encontrar outro lugar como aqui, ou algum lugar que lhe entenda e lhe aceite. Fique, será melhor para você.

Quando ela me contou isso, perguntei-me se o líder queria motivá-la, mantê-la na empresa ou dizer simplesmente que aquela empresa era sua única e última opção. Passados dois dias, algo que falo em muitas de minhas palestras aconteceu. A empresa fechou? Faliu? Ficaram desesperados? Pediram pelo amor de Deus para que ela voltasse? Não, a vida simplesmente continuou…

Porque as pessoas sofrem tanto em momentos como esses, sendo que as empresas acabam se reorganizando rapidamente e colocando outro em seu lugar? Será que você é somente um número que, ao dar resultado, cumpre sua obrigação e, ao pisar na bola, se aproxima da rampa de lançamento?

Simples assim? Cuidado!!! A culpa pode ser sua! Você pode estar acomodado e, na sua cabeça, colocando a empresa em 1º lugar, deixando de lado família, amigos, lazer, prazer e principalmente o fator mais importante nessa equação: VOCÊ!

Experimente a postura de se colocar em 1º lugar, aproximar-se das coisas, ações e pessoas que mais lhe motivam e impulsionam. Prepare-se todos os dias para ser melhor hoje do que foi ontem, e muito melhor amanhã do que foi hoje. Colha os resultados de dar o seu melhor todos os dias. Prepare-se hoje para não ter que fazer remendos amanhã.

Uma das coisas que aprendi em minha carreira é que o mercado vê tudo e, se ele vê tudo, permita que ele veja o melhor de você! Mesmo que, para isso, você precise ir para o mercado.

Para a empresa, você pode ser o número 980, mas se você aceitar isso passivamente, terá sempre 979 pessoas a sua frente. Busque seu espaço, mostre-se e veja o quanto é prazeroso ter uma carreira vitoriosa.

E aí? Vai esperar até quando para ser o número 1?

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