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O dia em que o CEO usou “Feedback” para encantar seus clientes!

Após decolagem de um da Azul, algo inusitado, inesperado e até curioso aconteceu:

Um rapaz tranquilo vestido com bermuda e camiseta, que minutos antes entrava no avião com sua família, falou com os comissários como se os conhecesse e logo após pegou o fone do alto-falante dirigindo-se aos passageiros:

Olá! Meu nome é Antonoaldo Neves, sou CEO da Azul e estou a bordo com minha família nessa volta de férias assim como muitos de vocês. Como é difícil se desligar de nossos trabalhos, por isso, quero aproveitar não só a oportunidade de conhecê-los como também para receber os feedbacks de vocês sobre a qualidade de nosso trabalho.

Isso é algo que cobro de nossos diretores quando viajam e acredito ser uma ótima fórmula de entendermos melhor como nossos clientes pensam. Saibam que elogios serão muito bem-vindos, mas meu maior foco é nos feedbacks de melhoria para prestarmos um serviço ainda melhor.

Quero que saibam que quem desejar nos presentear com os feedbacks, por favor levante as mãos pois não desejo incomodar quem deseja relaxar. Após esse momento, nos entreolhamos e aguardávamos o que ele iria fazer ainda sem muita certeza do que viria.

Muitos levantaram as mãos com variados motivos de elogios, queixas e sugestões.

A pessoa ao meu lado disse: – Esse cara não tem noção da roubada que se meteu, vamos ver como ele sairá dessa!

Antonoaldo, tirou do bolso um caderninho pequeno e foi de poltrona em poltrona recebendo todos os feedbacks possíveis, desde tamanho de mesinhas, entretenimento à bordo, horários, número de vôos, novas rotas dentre outras inúmeras situações.

Ele anotava tudo e conversou com cada passageiro, tratando como se fosse da família, de forma descontraída, anotando tudo e explicando como poderia pensar, levar para seus engenheiros ou até o que era naquele momento impossível de acontecer de forma muito franca.

Entenda as 5 lições sobre Feedback nesta história:

1) Derrube as barreiras da distância entre sua empresa e seus clientes.
Nada melhor do que saber como sua empresa e serviços são percebidos por seus clientes sem a formalidade de uma pesquisa, sem interferência de sistemas, tendo o feedback olho a olho da forma mais simples e sincera;
Com essa ação ele quebra a barreira da distância entre quem comanda e quem usa os produtos de sua empresa.

2) Desenvolva habilidade de criar empatia através de pequenas ações:
A primeira ação que ele tinha antes de receber o feedback, era o ato de perguntar e consequentemente chamar as pessoas pelo nome o tempo todo;
O som mais nobre e doce para uma pessoa é o fato de ser chamada pelo seu nome.

3) Facilite a vida de quem te dá feedbacks:
Ele agradecia cordialmente pelo tempo e atenção das pessoas, independente do conteúdo, forma ou sentimento demonstrados pelo cliente. Agradecer não significa concordar com o conteúdo mas facilita que as pessoas possam dar mais e mais feedbacks, o comportamento de retrucar, ser reativo ou até não concordar ou ainda o de não agradecer principalmente os negativos, podem dificultar a vinda de novos feedbacks.

4) Registre seus feedbacks:
O caderno que registrava cada feedback ou sugestão.
Hoje em dia, quem para fazer anotações em um pequeno caderno?
Essa atitude de anotar cada feedback, elogio ou sugestão certamente passou a imagem de que cada cliente e principalmente o que pensava era importante e devidamente registrado passando credibilidade e respeito por seus cliente.

5) Feedback 360 (Todos Recebem):
Após algumas semanas eu peguei novamente um vôo da Azul e aproveitei para perguntar se os Diretores replicavam ou não aquele comportamento de solicitar feedbacks. Elas confirmaram e disseram ser uma prática comum entre os executivos da empresa quando viajam.
Antonoaldo Neves, transformou aquele vôo em um importante celeiro de ideias, elogios e feedbacks para sua empresa. Para nós ele deu ainda uma última e importante lição:
Existem dois tipos de liderança, aqueles que precisam do crachá como passaporte (formal) para liderar e aqueles que através de seus comportamentos simples como o de pedir feedback, transformam clientes internos e externos em verdadeiros fãs.

Parabéns Antonoaldo.

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Você se transforma naquilo que cultiva

Você se transforma naquilo que cultiva

Em maio deste ano, uma Coachee me confidenciou que eu, como Coach, acreditava mais em seus talentos e sua capacidade de liderança do que ela mesma. Eu a respondi dizendo que isso era bem curioso e fiz a seguinte pergunta:

“Quer dizer que eu acredito mais em você do que você mesma?”

Ela me respondeu “sim, não é bem isso, mas é isso” e sorriu!

Imediatamente pedi que anotasse uma frase que eu ditaria, e que colocasse em seu espelho. Eu a fiz prometer que leria essa frase pela manhã, todos os dias, pelo menos 5 vezes:

A diferença entre o que podemos fazer e o que somos capazes de fazer poderia resolver a maioria dos problemas do mundo” (Ghandi)

Um dos maiores obstáculos para as pessoas pode estar diretamente relacionado à capacidade de acreditar em si mesmas. Algumas pessoas acreditam fielmente que jamais chegarão a brilhar em qualquer cenário, e que estão fadadas ao anonimato, pois não possuem brilho, potencial ou talento algum.

Não acreditar em si é colocar um teto. É focar no que é, e não no que poderia ser!

De acordo com John Maxwell, nosso potencial é um presente de Deus para nós. Nossa retribuição para Ele é cumprí-lo da melhor forma possível”.

Para ajudar-lhe a refletir em como liberar seu potencial:

Você se transforma naquilo que de mais profundo é cultivado dentro de você!

 Capa de Revista!

Imagine-se na capa de uma revista de grande circulação, mega produzido, no auge de seu potencial.

Como seria essa imagem? O que estaria nela? Quem estaria com você?

Onde você estaria e como você estaria? Quanto essa imagem poderia trazer felicidade para você?

Lembre-se de que, antes dessa imagem tornar-se realidade, há o chamado making off, envolvendo uma grande jornada, aprendizado, evolução e principalmente o seu poder de acreditar que você é capaz de realizar coisas grandiosas.

“Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar em você.” (Cynthia Kersey)

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Eu me Demito! Preciso de um Líder!

Eu me Demito! Preciso de um Líder!

Alguns liderados merecem ir para o Céu, pois seus líderes apresentam comportamentos nada exemplares, que refletem uma dura realidade em algumas lideranças ainda presentes em nossa realidade.

Se, após ler esse artigo, você como Líder apresentar uma ou mais características que destacarei abaixo, CUIDADO! Você pode estar fazendo da vida de sua equipe um verdadeiro inferno, além de permitir a criação de um cenário ainda pior, em que eles tomarão, em qualquer momento, uma drástica decisão:

Pedir demissão!

Observe alguns erros absurdos que Líderes cometem sem perceberem, e quando o fazem, o estrago é catastrófico e irreversível para sua imagem.

1º Erro: Só dão Feedback negativo e principalmente em público:

Alguns líderes acreditam que não podem amolecer em sua liderança, que não podem passar a mão na cabeça de ninguém. Fazer o certo é o mínimo da obrigação.

Ao dar um feedback em público, principalmente para níveis mais operacionais, deixam bem claro quem manda no pedaço.

2º Erro: “Faça o que digo mas Não faça o que eu Faço”:

Eu sou o chefe e posso, você é o liderado e deve cumprir ordens!

Essa é uma das heranças mais antigas do estilo de liderança autoritarista, em que o líder falava para cada um o que devia ser feito, sem questionamento algum, não se importando com estilo, exemplo, timing, perfis, desenvolvimento e principalmente exemplo.

3º Erro : Desconfiam de seus Liderados, dando à ouvidos  rádio peão:

Acreditam no que os mais chegados falam porque jamais traíram sua confiança. Os novos liderados são apenas novos liderados, tentando conquistar seus espaços.

Amam bajuladores que dizem o que eles querem ouvir, que os valorizam e concordam com suas ideias.

Confiança é um princípio fortíssimo na relação Líder x Liderado, e não existe ter muita ou pouca confiança. Ou se tem confiança, ou não se tem. Quando o liderado percebe que seu líder desconfia de sua conduta, mais ainda se descobre isso por terceiros, o casamento Líder x Liderado acaba, deixando como sequela uma contagem regressiva, com um fim já anunciado!

4º Erro: Conversa sobre carreira sem ações práticas:

A pior conversa sobre carreira é aquela em que, passado o episódio da conversa, nada é feito. Nenhuma ideia se transforma em ação.

O liderado sente-se um completo idiota. Compartilhou seus anseios, sua visão, suas vontades, a troco de quê? Para nada?

5º Erro: Sua meta é o “Eu” Sucesso!

Alguns líderes estão tão preocupados com a busca pela aprovação e sucesso que se tornam paranoicos e, com isso, tornam-se especialistas em derrubar todos os liderados que se destacam em suas equipes.

Procuram bodes expiatórios para seus erros, a fim de terceirizá-los;

Quando algo dá certo em sua equipe, surgem para levar a fama!

São tão focados em como podem crescer e se promover à custa dos outros que não promovem a descoberta de outros talentos, facilitando para que as pessoas partam para jornadas solitárias dentro de suas equipes.

O que faço se apresento algumas dessas características?

O primeiro e um dos mais importantes passos é o reconhecimento.

Faça uma reflexão sobre qual dessas características você possui, e em qual intensidade você apresenta esses comportamentos? O que você aprendeu com esses comportamentos? O que lhe levaria a repeti-los?

De acordo com os erros listados acima, responda às perguntas abaixo:

1º Erro: Como melhorar o seu feedback?

2º Erro: Quais comportamentos você pode dar como exemplo (que não dá hoje)?

3º Erro: Para quem você poderia dar um voto de confiança hoje?

4º Erro: Com qual dos seus liderados você poderia construir um plano de ação com etapas claras e cronograma?

5º Erro: Como melhorar sua colaboração na sua equipe?

Agora, monte seu plano-de-ação. Você é sua liderança!

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Basta uma Palavra

 

Você já parou para pensar sobre o poder de uma palavra? Exatamente neste momento, existem pessoas que estão assim como eu e você neste texto, refletindo sobre suas palavras. Para mim, autor, será que conseguirei agregar valor à sua vida através de minhas palavras? Para você, leitor, o que fará com suas palavras após a leitura? Mas porque palavras?

“As palavras são como moedas: uma pode valer por muitas, e muitas não valer por uma”. (Quevedo)

E quanto valem suas palavras?

Os antigos diziam que uma palavra bastava para selar acordos, contratos e destinos, sem a necessidade de assinaturas ou contratos formais. E hoje, com tantos recursos para garantir o cumprimento de acordos, observamos palavras diferentes de ações. Você deseja ter, de verdade, uma vida em que suas ações digam mais do que suas palavras? Ou prefere que suas palavras expliquem suas ações?

“As palavras verdadeiras não são agradáveis, e as agradáveis não são verdadeiras”. (Lao Tsé)

Em um mundo que cobramos transparência, honestidade e sinceridade através das palavras, existem duas reflexões-chave: você está preparado para ouvir as palavras dos outros com transparência, sinceridade, sem ser reativo? Os outros estão preparados para ouvir suas palavras? Em qual dessas situações você tem controle absoluto? Se você não tem controle sobre os outros, porque então exige que compreendam e pratiquem algo que você mesmo não faz ou está preparado para fazer?

Em minha carreira, certa vez ouvi de um Líder, após alguns feedbacks sinceros, a seguinte frase

– Você quer tapinha nas costas ou quer crescer?

Doeu muito. Esforcei-me para atingir um determinado resultado não conquistado, e foi muito indigesto ouvir aquilo. Internamente, meu sentimento era de revolta. Queria voar no pescoço dele. Refletindo melhor, percebi que, na verdade, estava querendo terceirizar algo que era só meu. Considero aquele dia como um dia igual ao de quando colocamos o fermento na massa de pão. Mesmo com o fermento, é preciso respeitar a ordem dos ingredientes, esticar, amassar a massa e principalmente respeitar o tempo do crescimento.

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. (Desconhecido)

Muitas vezes, a flecha lançada são nossas conclusões precipitadas, julgamentos parciais, dizendo aos outros o que não gostaríamos que dissessem sobre nós mesmos. Antes do disparo, reflita sobre onde, como e para quem está sendo direcionada essa flechada.

Acredito que um dos maiores desafios do ser humano será sempre o uso das palavras na comunicação. Certamente, já conheceu pessoas que dão a volta ao mundo para chegar a uma conclusão, ou simplesmente não conseguem se fazer entender por não terem as melhores palavras. Isso acontece tanto na vida pessoal quanto na profissional. Existem ainda pessoas que usam aquela frase clássica:

– Eu já te expliquei 10 vezes! Não é possível, quer que eu desenhe?

Um ponto a refletir é que, se você explicou sempre da mesma forma, sem se preocupar em entender sobre a pessoa a sua frente, que ela pode ser diferente de você, não adianta explicar nem 1000 vezes! O resultado sempre será o mesmo.

O uso incorreto, no tempo errado ou com a pessoa errada, gera não só ruídos, mas pode também gerar guerras. Acredite, basta uma palavra para você Motivar, Desmotivar, Aconselhar, Treinar, Desenvolver, Criar, Ajudar, Acelerar, Ensinar, Engajar, Perdoar e principalmente Amar.

E ainda, se após ler esse texto, não tiver clareza do que deve e para quem deve falar, segue uma dica:

“A palavra é prata, o silêncio é ouro.” (Provérbio Chinês)

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Quando a máscara do presidente caiu!

Quando a máscara do presidente caiu!

É MINHA VEZ DE FALAR! – disse Márcio (diretor de operações), furioso, a Rogério Rodrigues (CEO). – Você é uma farsa! Uma fraude! Algo que jamais vou querer para meus filhos, um contra exemplo de tudo aquilo que acredito! Se estou pedindo demissão, não é por essa empresa, que me dediquei nos últimos 20 anos até chegar à diretoria de operações. É por descobrir que, nos últimos 20 anos, entreguei o melhor de mim para que o pior de você fosse ainda pior! Seus valores são os de quem paga mais, e honestidade é algo que você só deve ter lido em revistas ou jornais quando seus amigos foram presos por não terem isso!

Rogério, olhando perplexo para aquela situação, permanecia totalmente em silêncio. Ele estava ciente de tudo o que gerava nas pessoas, mas ninguém jamais teve coragem de dar um feedback daquela forma tão direta e tão dura, a ponto dele ficar sem palavras. Afinal, ele era “o todo poderoso”! “O manda chuva”! “O cara que mandava soltar e prender!”

Você que leu o artigo até aqui não deve estar entendendo nada até agora. Por isso, vou reproduzir o que antecedeu essa calorosa discussão.

Márcio nem sempre ocupou esse cargo. Entrou na empresa 20 anos antes. A partir do momento que assistiu uma palestra de Rogério em um evento de uma universidade, ficou profundamente inspirado, motivado, e ali encontrou um mentor.

Após a palestra, imediatamente foi procurar “o grande” Rogério Rodrigues. Disse que a palestra tinha sido sensacional, inspiradora, que tinha mexido com ele a ponto de ir manifestar a vontade de trabalhar em sua empresa. Pouco mais de 1 ano se passou até ele ser chamado para uma entrevista. Após várias tentativas, finalmente foi aprovado.

O jovem promissor fez carreira tendo aquele Rogério Rodrigues como seu mentor, como modelo de comportamentos profissionais e pessoais. Com seu talento, passou a chamar a atenção. Começou a conquistar seu espaço, a subir dentro da organização, e tinha como meta um dia trabalhar lado a lado com o Rogério Rodrigues.

Após 18 anos de seu ingresso na grande empresa, veio o reconhecimento maior. Rogério o chamou e disse que ele seria seu sucessor. A partir de então, precisaria dele de forma integral. Soma-se a isso a promoção para o cargo de Diretor de Operações. Suas atribuições iriam além da esfera profissional, tendo acesso direto ao conselho e à administração de seus bens pessoais. Ficaria sabendo de seus segredos pessoais.

Márcio chegou a ficar preocupado em atender plenamente as expectativas, mas aceitou, sabendo que aquela proposta vinha de seu mentor, modelo, profissional de maior confiança. Só poderia ser coisa boa, não tinha como não aceitar! Dali para frente, a proximidade só iria aumentar. Márcio iria descobrir quem era Rogério de fato.

A primeira descoberta foi em sua primeira viagem à China quando, após um jantar de negócios, Rogério o convidou para uma festa com mulheres, dizendo que era algo comum. Márcio, um homem de fé e princípios, sentiu-se incomodado e não participou, voltando ao hotel.

Semanas depois, em reunião com um político influente, Rogério negociou propina para ganhar vantagem em processos de licitação. Novamente, Márcio assistia, questionando-se o que fazia na mesma mesa que aqueles homens.

Da porta da empresa para fora, Rogério tinha uma imagem de líder modelo. Doava dinheiro para caridade, plantava árvores, dava palestras em universidades, dizia que estava escrevendo um livro, que tinha missão, visão e valores bem definidos e que os vivenciava todos os dias. Da porta de sua sala para dentro, tudo era diferente, humilhando e demitindo funcionários, participando de negócios ilícitos. Somente estando muito próximo para conhecer seu real caráter.

Num determinado dia, aconteceu a gota d´água. Rogério solicitou a Márcio que colocasse um grupo de 10 empresas em seu nome para continuar pagando menos impostos e não configurar um grupo econômico. Márcio foi até o departamento financeiro investigar, e descobriu que ele não seria o primeiro. Era o 11º a passar pela mesma situação. Rogério não possuía nenhum bem em seu próprio nome!

Márcio ligou para cada membro da diretoria, convocou uma reunião extraordinária para as 14:00h do mesmo dia e convocou um fiscal da receita federal.

A reunião não teve formalidade, mas teve seu início pontualmente às 14:00h. Não teve pauta, teve somente o desabafo citado no início deste texto, de um liderado que foi fiel a seus valores, tais como integridade, honestidade e justiça e, acima de qualquer cargo, terminou a reunião da seguinte forma:

– Rogério Rodrigues, você foi o modelo do que queria para minha vida profissional durante 20 anos. Quero que você saiba que continuará sendo o meu modelo, do que NÃO quero ser pelo resto de minha vida. Você é um lixo de líder!

Essa história é baseada em fatos reais. Isso acontece todos os dias, próximo a todos nós, em muitas empresas. Sempre que algo errado é feito, as máscaras caem e a verdadeira identidade aparece. Usar máscaras significa desde vivenciar a história acima a jamais dizer o que realmente pensa sobre as pessoas.

Pense sobre as máscaras que possa estar usando.

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Não deixe para segunda-feira o que você pode iniciar hoje!

Não deixe para segunda-feira o que você pode iniciar hoje!

O editor de um grande jornal mandou um de seus repórteres cobrir um jogo de futebol que aconteceria na cidade naquela noite e era de grande importância, pois tratava-se do líder do campeonato disputando contra o segundo colocado.

Na manhã seguinte o editor imediatamente perguntou o que aconteceu no jogo, onde estavam as imagens, os ‘takes’ e chamadas com os melhores momentos.

O repórter respondeu de forma direta:

– Nada! Não temos material algum! Não teve jogo!

O estádio caiu, teve um baita tumulto, muitos feridos, ambulância para todos os lados, cenário de guerra como jamais vi!

– E você não cobriu a tragédia? – perguntou o editor.

– Não era para cobrir o jogo? – respondeu o repórter.

Esse exemplo acima é apenas um em muitos que revela o quanto as pessoas, todos os dias, em variadas situações não colocam um dos mais importantes ingredientes do sucesso em prática:

“Iniciativa”

Em sua essência podemos encontrar algumas definições como: a capacidade de agir por si mesmo, sem necessidade de ordens superiores ou ação de quem é o primeiro a propor ou a empreender algo.

Abaixo, observe algumas lições sobre Iniciativa e após a leitura coloque seus planos em ação, tome vergonha e principalmente não espere a próxima segunda-feira, comece hoje sua nova história vivenciando uma nova jornada!

A importância do primeiro passo

Uma das características das pessoas que possuem iniciativa é sua capacidade de dar o primeiro passo e entrar em novos projetos experimentando novos ares. Só que, antes de tudo, isso exige uma ação extremamente importante chamada primeiro passo e, sem ele, é impossível começar algo uma vez que só depende de você.

Uma das ferramentas que gosto muito são as perguntas e os processos de Coaching, pois sempre conduzem para uma ação fazendo as pessoas pensarem e não para discutirem a relação em discussões sem fim. Uma das perguntas mais simples e poderosas no Coaching é “o que você pode fazer de diferente hoje para colocar suas metas em prática que ainda não tenha feito?”.

Qual será o primeiro passo?

Muitos se esquivam do primeiro passo por ter um forte sentimento de insegurança cultivado dentro de si e com isso perdem grandes oportunidades.

Ajudá-los a enxergar e a refletir sobre a importância do primeiro passo pode ajudá-los muito no processo de desenvolvimento.

Oportunidade é perecível

Enquanto muitas pessoas lamentam pelos diversos “Se” (s) de suas vidas outros aproveitam das oportunidades que surgem no tempo, estando a pessoa certa com a preparação certa no lugar certo, portanto reflita:

Olhando para sua vida pessoal e profissional analise e responda os tópicos a seguir considerando as diferentes áreas de sua vida:

  • Uma decisão que precisa tomar;
  • Um problema que precisa resolver;
  • Um livro que começará a ler para se desenvolver;
  • Uma possibilidade que deveria examinar;
  • Um sonho que pode realizar;
  • Uma comida que deveria experimentar;
  • Um lugar que pode conhecer;
  • Alguém que poderia dar mais atenção;
  • Alguém que deveria procurar e pedir perdão;
  • Alguém que deveria procurar e agradecer.
  • Caso pense e não faça nada, serás como uma pessoa que compra a passagem e fica na plataforma vendo o trem partir.
  • É o que você vai fazer a partir de amanhã?

Muitos preferem iniciar seus planos de ação as segundas, já que tradicionalmente é o primeiro dia da semana. Para que esperar até lá se nós somos mais importantes do que qualquer segunda-feira.

Não comece nem amanhã o que você pode…

Viver, hoje!

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Duvide de seus planos, mas não duvide de sua Paixão!

Duvide de seus planos, mas não duvide de sua Paixão!

Você já parou para pensar no que uma pessoa apaixonada é capaz de fazer?

A paixão cria fogo, logo é algo incomum. Ela gera energia suficiente deixando as pessoas mais energizadas. As pessoas apaixonadas assumem maiores riscos, encaram desafios que não encarariam normalmente, têm uma força e, principalmente, uma resiliência das quais elas não imaginam sua fonte, a não ser sua mais profunda paixão.

Numa aula de MBA, em 2005, quando Paulo Alvarenga (P.A.) abordou o tema “missão, visão e valores”: O que você quer para sua vida? Como você quer ser reconhecido pelas pessoas? Como você quer impactar o mundo? A cada nova provocação eu olhava para minha carreira e vida pessoal até então e via que não estava feliz, fazia parte de um grupo que buscava ter um emprego ao invés de fazer o que amava.

Estava entediado, frustrado, perdido mesmo e naquele dia descobri, após muitas provocações, minha mais nova paixão: desenvolver pessoas. Inspirar e despertar o sonho nas pessoas como o P.A. fizera comigo. Após aquela aula de MBA, uma paixão me ajudaria a enfrentar não só uma longa transição de carreira, mas entrar de vez em uma jornada estreita chamada caminho da felicidade.

Em um dos muitos episódios posteriores, estava quase sem dinheiro em casa e tive de ir a feira livre comprar batata, tomates e outras coisas pequenas, lembro-me que tinha que esperar a famosa hora da “Xepa” ou do famoso tudo por R$ 1.00, pois tinha apenas R$ 4,00 no bolso.

Imediatamente vinha a minha cabeça questionamentos sobre o que eu estava fazendo correndo atrás de um sonho de desenvolver pessoas, sendo que a cada dia a situação financeira apertava mais e mais. Eu ficava triste tendo de comprar 2 batatas, 3 tomates e assim por diante…. me questionando com Deus se estava no caminho certo, olhava para minha esposa que estava bancando e levando a casa nas costas enquanto eu corria atrás de minha paixão!

Qual o valor disso? Será que a missão paga a conta mesmo?

Por que tem que ser assim?

Isso era certo?

Era justo com ela?

Estávamos com uma filha pequena!

Em 2009, estava no meu primeiro ano na Crescimentum, bem no olho do furacão da crise financeira período no qual todos estavam apertando os cintos, e liguei várias vezes para ela chorando e dizendo que iria voltar para Mogi e retomar minha profissão de Professor.

Ela respondia que eu deveria seguir minha paixão de desenvolver pessoas, ela apostava em mim, dizia que tudo daria certo e que eu era sua bolsa de valores e em algum momento as coisas iriam acontecer.

Ela estava totalmente certa.

Eu segui meu coração!

Um estudo realizado ao longo de 20 anos, com 1.500 pessoas revelou algo impressionante:

Inicialmente o grupo fora dividido em A e B, A ficou com 83% dos participantes que estavam iniciando suas carreiras com base no conceito de ganhar dinheiro no presente para fazerem o que realmente gostassem no futuro.

O Grupo B, formado pelos outros 17% que escolheram sua trajetória profissional com base no que realmente os faria felizes no momento presente e o dinheiro seria uma consequência natural.

Ao final de 20 anos, o estudo chegou ao resultado impressionante de 101 milionários com condições de vida invejável, sucesso, reconhecimento e principalmente felicidade. O maior detalhe da pesquisa ficou em apenas um ponto:

DOS 101 MILIONÁRIOS, 100 ERAM DO GRUPO B!

Após ler esse estudo a pergunta que faço a você é:

Você tem paixão pelo que faz?

Em uma escala de 0 a 10, como está a sua paixão hoje pelo seu trabalho?

Pela sua vida pessoal?

Com base em suas respostas anteriores, o que você precisa fazer para chegar ao 10?

Se tiver Paixão com certeza terá mais chances de ir mais longe e atingir o auge da Felicidade!

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Transformando eu em Nós!

Em um dos melhores bate papos que já tive com um executivo, o diretor de uma grande empresa confidenciou-me sua situação:

– Olha Caê, estou há mais de 20 anos nessa empresa. Comecei de baixo, como ajudante de produção, passei por Operador, Líder de turno, Especialista, Analista e muitas outras funções até chegar ao cargo de Diretor.

– Os anos foram bem generosos comigo.

– Obtive muitas conquistas em minha vida pessoal e profissional. Por diversas vezes, senti-me poderoso. Porém, tenho me sentido muito sozinho e isolado, com inseguranças e medos.

– Às vezes, simplesmente necessito de um feedback, para saber se estou indo bem ou mal. O pior é não ter com quem dividir tudo isso. O Conselho da empresa só fala em metas e números. Fico horas e horas em reuniões improdutivas com outras diretorias. Meus 10 liderados diretos rodam o Brasil todo para garantir a excelência da execução.

– Abaixo deles, existem 200 pessoas que só vejo em convenções e reuniões quadrimestrais. Sinto-me como o Diretor apenas, e não uma figura que eles poderiam falar abertamente, sobre qualquer assunto.

– E como posso reverter esse quadro?

Então…..

Primeiro, parabenizei-lhe pela sinceridade e transparência em compartilhar sobre seu atual momento. Na sequência, baseado nos 5 diferentes times que qualquer pessoa que busca sucesso pode ter a seu favor, fiz-lhe algumas perguntas: Família

Qual papel sua família exerceu na sua vida e especificamente no seu desenvolvimento para chegar até aqui?

Quanto eles são importantes para você e como estão hoje inseridos em seu dia a dia?

Como você os valoriza?

Amigos

Qual o papel de seus amigos em sua jornada como líder?

Se as coisas não derem certo para você, com quais dos seus amigos você pode verdadeiramente contar?

Descreva um relacionamento que tem sido mutuamente benéfico para você por um longo período.

Descreva um relacionamento que não deu certo para você ou pelo qual você sente algum nível de responsabilidade. O que você faria de maneira diferente, se pudesse voltar no tempo?

O quanto eles são importantes para você e como estão hoje inseridos em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Mentores

Ao longo de sua jornada como líder, quem foram seus mentores?

Quais foram os maiores aprendizados com eles?

Você desenvolveu um relacionamento de mão dupla?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Equipe Atual

Qual foi o melhor momento ou a maior conquista desse time?

Quais foram os maiores aprendizados que você teve trabalhando com eles?

Quais são as pessoas mais importantes para esse time e porque? Você já disse isso a eles?

Quais as pessoas que precisam de apoio, treinamento e desenvolvimento nesse time? De que forma você pode ajudá-los?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Membros do Conselho

Qual o tipo de pessoa que você gostaria de contar em seu conselho pessoal? Cite 5 pessoas que estariam nesse conselho.

Quais dessas pessoas você possui um relacionamento de mão dupla hoje? O que elas podem trazer de aprendizados em sua jornada?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Após fazer todas essas perguntas para o executivo, resumi em uma só pergunta:

As pessoas se isolaram de você ou você foi quem se afastou delas?

Existe um livro que o tema já fala por si: Ninguém faz Sucesso Sozinho!

Michael Jordan diz em sua biografia que cada arremesso nos segundos finais do jogo não era apenas realizado através de suas mãos.
Cada cesta era a realização de 10 mãos, cada uma com seu papel, defendendo, armando, pegando rebotes, para proporcioná-lo a oportunidade de fazer o seu melhor, e no final era isso que decidia o jogo.
Na família Schurmann, trabalhar os diferentes grupos de pessoas como citei acima era fundamental.
Cada um possuía responsabilidade sobre seu importante papel em variados cenários, deixando como o maior legado o de fazer com que um grupo de pessoas comuns construísse algo extraordinário, dando a volta ao mundo dentro de um veleiro. Sozinho, nenhum deles conseguiria.
Pense em como você pode transformar de fato o “Eu” em “Nós”.