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Transformando eu em Nós!

Em um dos melhores bate papos que já tive com um executivo, o diretor de uma grande empresa confidenciou-me sua situação:

– Olha Caê, estou há mais de 20 anos nessa empresa. Comecei de baixo, como ajudante de produção, passei por Operador, Líder de turno, Especialista, Analista e muitas outras funções até chegar ao cargo de Diretor.

– Os anos foram bem generosos comigo.

– Obtive muitas conquistas em minha vida pessoal e profissional. Por diversas vezes, senti-me poderoso. Porém, tenho me sentido muito sozinho e isolado, com inseguranças e medos.

– Às vezes, simplesmente necessito de um feedback, para saber se estou indo bem ou mal. O pior é não ter com quem dividir tudo isso. O Conselho da empresa só fala em metas e números. Fico horas e horas em reuniões improdutivas com outras diretorias. Meus 10 liderados diretos rodam o Brasil todo para garantir a excelência da execução.

– Abaixo deles, existem 200 pessoas que só vejo em convenções e reuniões quadrimestrais. Sinto-me como o Diretor apenas, e não uma figura que eles poderiam falar abertamente, sobre qualquer assunto.

– E como posso reverter esse quadro?

Então…..

Primeiro, parabenizei-lhe pela sinceridade e transparência em compartilhar sobre seu atual momento. Na sequência, baseado nos 5 diferentes times que qualquer pessoa que busca sucesso pode ter a seu favor, fiz-lhe algumas perguntas: Família

Qual papel sua família exerceu na sua vida e especificamente no seu desenvolvimento para chegar até aqui?

Quanto eles são importantes para você e como estão hoje inseridos em seu dia a dia?

Como você os valoriza?

Amigos

Qual o papel de seus amigos em sua jornada como líder?

Se as coisas não derem certo para você, com quais dos seus amigos você pode verdadeiramente contar?

Descreva um relacionamento que tem sido mutuamente benéfico para você por um longo período.

Descreva um relacionamento que não deu certo para você ou pelo qual você sente algum nível de responsabilidade. O que você faria de maneira diferente, se pudesse voltar no tempo?

O quanto eles são importantes para você e como estão hoje inseridos em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Mentores

Ao longo de sua jornada como líder, quem foram seus mentores?

Quais foram os maiores aprendizados com eles?

Você desenvolveu um relacionamento de mão dupla?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Equipe Atual

Qual foi o melhor momento ou a maior conquista desse time?

Quais foram os maiores aprendizados que você teve trabalhando com eles?

Quais são as pessoas mais importantes para esse time e porque? Você já disse isso a eles?

Quais as pessoas que precisam de apoio, treinamento e desenvolvimento nesse time? De que forma você pode ajudá-los?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Membros do Conselho

Qual o tipo de pessoa que você gostaria de contar em seu conselho pessoal? Cite 5 pessoas que estariam nesse conselho.

Quais dessas pessoas você possui um relacionamento de mão dupla hoje? O que elas podem trazer de aprendizados em sua jornada?

O quanto eles são importantes para você e como estão inseridos hoje em seu dia a dia? Como você os valoriza?

Após fazer todas essas perguntas para o executivo, resumi em uma só pergunta:

As pessoas se isolaram de você ou você foi quem se afastou delas?

Existe um livro que o tema já fala por si: Ninguém faz Sucesso Sozinho!

Michael Jordan diz em sua biografia que cada arremesso nos segundos finais do jogo não era apenas realizado através de suas mãos.
Cada cesta era a realização de 10 mãos, cada uma com seu papel, defendendo, armando, pegando rebotes, para proporcioná-lo a oportunidade de fazer o seu melhor, e no final era isso que decidia o jogo.
Na família Schurmann, trabalhar os diferentes grupos de pessoas como citei acima era fundamental.
Cada um possuía responsabilidade sobre seu importante papel em variados cenários, deixando como o maior legado o de fazer com que um grupo de pessoas comuns construísse algo extraordinário, dando a volta ao mundo dentro de um veleiro. Sozinho, nenhum deles conseguiria.
Pense em como você pode transformar de fato o “Eu” em “Nós”.
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4 armadilhas para um Líder não chegar ao sucesso

4 armadilhas para um Líder não chegar ao sucesso.

É comum muitos artigos apontarem quais são os passos para o sucesso, qual o melhor caminho ou quais etapas um líder deve seguir.

Hoje, a proposta é trazer 4 armadilhas que os líderes podem cair e prejudicar sua carreira:

1 – Se achar a maior estrela do universo.

        É comum na busca do sucesso, vários líderes perderem contato com a realidade. Acreditam estarem certos sobre tudo o tempo todo e suas histórias são as melhores e seus exemplos são os mais corretos a serem seguidos.

Para se dar bem com ele, basta bajular, supervalorizá-lo e enchê-lo de feedbacks positivos que reforcem quem ele pensa que é. Afinal ele é tão perfeito em seu modo de ver, que seu único defeito é ser mais rápido e mais preparado que as pessoas que não pensam como eles.

        Rebatem feedbacks negativos, justificando, apontando os erros dos outros e com esse comportamento perdem uma importante chance de conhecer como podem se tornar melhores.

Com o tempo as pessoas desistem deles não dando mais feedbacks e deixando-os viver em suas redomas perfeitas.

2 – Não saber perder.

        Eu amo futebol, em minha infância, aprendi a conviver com uma regra que infelizmente no mercado corporativo se repete todos os dias em vários lugares. O dono da bola tinha que ganhar sempre, impor suas regras e escolher seu time ou iria pegar sua bola e ir para sua casa deixando os outros sem brincar.

Na liderança, é comum devido à escassez de líderes preparados encontrarmos esse tipo de líder nos mais altos postos de liderança.

Alguns maquiam esse “Não sabem perder” com os comportamentos de serem competitivos. Eu prefiro definir como insegurança pura! Eles sabem sobre suas instabilidades, pontos fracos e suas limitadas habilidades para liderar e possuem um medo absurdo de suas máscaras caírem.

Vivem sob tensão pois imaginam e fantasiam que todos estão contra eles tramando como desmascará-los o tempo todo. Terceirizam tudo o que acontece de ruim para os outros sempre com respostas e justificativas para reforçar tal comportamento caçando sempre um culpado por suas derrotas.

Eles acreditam que não erram, apenas se enganam de vez em quando.

3 – Vencer a qualquer custo.

Você já ouviu a expressão: O Sucesso subiu a cabeça dele!

        Esse é o líder que ao se deparar com o poder para tomar decisões e o prestígio que o cargo lhe traz, não administra bem esses componentes e permite que o sucesso suba sua cabeça.

Esse prestígio passa de reconhecimento baseado em meritocracia à necessidade diária e como uma droga, esse líder tende a passar por cima dos limites éticos e até valores pessoais acreditando que os fins justificam os meios para conquistá-la a cada dia.

        Ao estar no primeiro lugar do pódio na volta da França por várias vezes, Lance Armstrong ( ex-ciclista americano que foi banido eternamente e desclassificado de todos seus resultados obtidos desde agosto de 1998, pelo uso e distribuição de Dopagem bioquímica), se perdeu de seus valores e sua essência e usou todos os métodos possíveis para vivenciar o prestígio que a vitória trazia sempre.

Em seu modo de ver, ele estava fazendo a coisa certa.

4 – Isolamento

Um dos modelos mais praticados dentro de grandes organizações é que quanto mais um profissional sobe e cresce em sua organização, menor é o contato com as pessoas.

Compartilhar seus medos e inseguranças com seus liderados é demonstrar  perda de poder, com seus pares é transparecer fraqueza e com seus amigos e familiares é demonstrar insegurança.

Alguns executivos nesse momento desequilibram sua vida pessoal, tomando a posição de minha vida é meu trabalho, dedicando-se cada dia mais a suas metas e seus fantasmas corporativos.

Com o tempo pequenos erros tornam-se enormes aumentando o tamanho do buraco nesse tipo de liderança.

Após ler sobre essas 4 armadilhas, é só colocar no papel o nome de cada pessoa que veio em sua mente no momento da leitura de cada uma delas.

Fácil, não?

O problema não está em quais de seus líderes se encontra nessas armadilhas e sim em quais delas você pode estar caindo nesse momento.
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O Branding na Liderança

Branding é um termo usado para a gestão da marca.

A Gestão de uma Marca está relacionada com a criação e a manutenção da confiança, o que implica no cumprimento de promessas. As melhores Marcas, as de maior sucesso, são completamente coerentes.

No seu caso, como um Líder, pense em como você anda trabalhando o seu Branding (Gestão de sua Marca) e como isso pode impulsionar positivamente o impacto em seus liderados.

Seu nome é seu bem mais valioso!

É muito comum pessoas levarem anos para construir bons nomes, que dispensam apresentações e são sinônimos de sucesso. Anos a fio, sendo íntegros, passando a imagem de seres superiores, tornando-se referência para outras pessoas.

Veja o exemplo de Lance Armstrong, um dos maiores atletas de todos os tempos.

Lance venceu por diversas vezes o Tour da França, uma das maiores competições do ciclismo mundial. Teve câncer, mas foi curado. Criou a “Fundação Lance Armstrong” para a luta contra o câncer. Relatou a sua própria história em vários livros, para demonstrar que se pode superar tudo, desde que se direcione a energia necessária. O seu primeiro livro “It’s not about the bike” vendeu milhares de exemplares, êxito que foi repetido com a sua biografia “Vontade de Vencer – A Minha Corrida contra o câncer”.

Em 2012, foi banido do esporte eternamente, desclassificado de todos seus resultados obtidos desde agosto de 1998, pelo uso e distribuição de Dopagem bioquímica (Doping).

Seu nome foi criado sem ser fixado na rocha chamada “valores”. Estando uma vez fixado nas areias de mentiras, desconfianças e doping, veio um vendaval e acabou com tudo.

A conta chegou e o preço foi mais do que ser banido do esporte e perder os milhões de dólares em prêmios. Levou para o ralo seu maior bem, Sua Integridade!

Agora pense, quais valores as pessoas associam a seu nome? Seu nome está sendo construído sobre uma rocha, com valores bem definidos que direcionam seus comportamentos, ou na areia, com atalhos que passam por cima de seus valores, de sua integridade, para uma ascensão na carreira?

As ações validam a marca.

Walt Elias Disney, fundador da Walt Disney World, buscava deixar sua marca em tudo o que colocava as mãos.

Hoje, sem dúvida, a Walt Disney é um dos lugares mais incríveis do mundo. Não só pelos maravilhosos parques. Eles procuram encantar e surpreender cada cliente que passa por ali. Focam em pequenos detalhes para que seus visitantes saiam sempre muito mais felizes do que quando entraram.

Walt Disney conseguiu passar seu entusiasmo para seus colaboradores através de uma visão inspiradora. Todos trabalham entusiasmados todos os dias.

Assim como Disney, de que forma você encanta as pessoas e como gostaria de ser reconhecido por elas?

Abaixo, seguem algumas dicas para você refletir, praticar e melhorar a marca que você está deixando nas pessoas:

Encoraje as pessoas! As pessoas vão seguir quem as motive e as coloque para cima;

Goste das pessoas! Um líder que não gosta de gente terá prazo de validade em seus resultados;

Seja um bom ouvinte! Uma das melhores maneiras de se conhecer uma pessoa pode ser ouvindo sua história pessoal e profissional até o final, sem interrompê-la;

Seja um bom exemplo! Tenha coerência entre o que fala e o que faz;

Construa sua confiabilidade! Para tornar-se confiável, confie primeiro nas pessoas (até que elas provem o contrário). De acordo com a lei da reciprocidade, é preciso dar um voto de confiança para merecer o seu.

As ações de mudança em seus comportamentos irão validar no futuro o tipo de marca que quer deixar nas pessoas.

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão, com certeza, perder o futuro.”

John Kennedy

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A Lição de R$ 720.000,00

O Amigo de um amigo Meu, decidiu que iria realizar um de seus maiores sonhos: conhecer a Disney World com sua família.  Começava a fase de muitas perguntas e poucas respostas: Quando iria? Onde ficaria hospedado? Por qual Cia aérea iria? Qual parque conheceria primeiro? Iria alugar um carro? E, para isso, decidiu que precisava de ajuda e foi até um shopping em São Paulo, encontrar uma agência daquelas que fazem tudo por 10x sem juros!!! Com varias fotos de lugares lindos na vitrine e atendimento diferenciado.

Naquele dia, ele passou por 3 grandes agências dessas que são franquias espalhadas em vários shoppings de todo País, agindo da mesma forma em todas elas, deixou uma folha com tudo o que precisava, com todos seus dados para contato e tudo o que iria e gostaria de fazer em sua viagem.

Duas delas deram pronto retorno e se colocaram a disposição para tirar dúvidas e ajudá-lo no que fosse preciso, a terceira, não deu retorno.

Ele ficou incomodado com a situação e voltou à terceira loja encontrando a mesma atendente que o tinha atendido na primeira vez.  Perguntou se era comum esse tipo de orçamento e a resposta dela foi que pelo menos 15 orçamentos com o mesmo escopo eram solicitados todos os meses.

Ela pediu desculpas e ainda se comprometeu a enviar naquele mesmo dia o orçamento, ele entendendo que ela poderia estar um pouco enrolada, deu mais uma chance e ainda acrescentou no pedido mais um casal de amigos com sua filha, dobrando o orçamento para 4 adultos + 2 crianças com todo pacote somente da parte terrestre chegando a soma de aproximadamente R$ 12.000,00.

A conta é simples, vamos entender que a taxa de pessoas que assim como ele não recebam seu orçamento seja de conservadores 30%, ou seja, aproximadamente 5 em cada 15, somando um valor total de R$ 60.000,00 ao mês e de aproximadamente R$ 720.000,00 ao ano.

O valor é praticamente 3x o de investimento inicial para abrir uma nova franquia dessa mesma loja, imagine isso?

Ao tentar entender essa simples história, deparamos com uma enorme estatística de clientes não atendidos, vendas não realizadas e queda no índice de crescimento de empresas de variados segmentos que repetem comportamentos como esse todos os dias.

Nunca foi tão forte o conceito de que o colaborador deve de fato Agir como dono do negócio, de parar para pensar e refletir que se aquele negócio fosse dele, ele agiria daquela forma? Não dando retorno, esquecendo-se do cliente e principalmente deixando de faturar aquele montante?

Do outro lado da mesa, ao tomar conhecimento sobre esses números, muitos chefes iriam demitir sem pensar esses colaboradores, outros iriam ter aquela conversa nada agradável, o chamado Feedcraw! Julgando e apontando o erro das pessoas como uma ferida de forma destrutiva.

Alguns iriam tentar entender o porquê e mostrar as consequências desses porquês, tanto positiva quanto negativamente.

Somente poucos iriam chamar esse colaborador, mostrar o quanto ele é importante para o negócio, o poder que ele tem em suas mãos e o quanto ele está disposto como Líder a desenvolvê-lo como profissional, treiná-lo para aproveitar e criar novas oportunidades,  desenvolvendo uma nova abordagem comercial, dando atenção ao cliente de maneira única, criando um relacionamento de confiança duradouro e não só trazer esses R$ 720.000,00 aumentando a régua e principalmente de forma interdependente, construindo juntos em parceria como poderiam atingir R$ 1.000.000,00.

Pode parecer que esse último exemplo foi tirado da terra do nunca ou até dos contos de fadas, mas é ele que poderá se aproximar de uma pessoa comum e junto dela construir resultados  extraordinários.

Sua empresa ou área pode estar passando por isso e qual será sua decisão de agora em diante? Fazer o mínimo como dar retorno a um cliente é tão básico que até você como líder pode estar negligenciando não dando o devido retorno para seus liderados.

Como líder, se você quer que sua equipe esteja mais próxima de seus clientes, comece por você estando mais próximo e entendendo sua equipe.